segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Quem nele crer não se apresse

Por Jamê Nobre -
Is 28:16

"Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse".

Há uma grande dose de ansiedade na vida da maioria de nós hoje. Ansiedade é o desejo de controlar a situação, seja no presente, ou no futuro.

Somos ansiosos sobre a comida de amanhã. Somos ansiosos sobre as possibilidades de de faltar algo...

Jesus disse que são os gentios (as gentes!) é que se preocupam com isso. Nós temos um Pai que sabe mesmo antes de lhe pedir. Afinal, foi ele que nos fez e conhece nosso funcionamento e as coisas que precisamos para funcionar normalmente.

O texto de Isaias fala de algo que serve de base para as nossas vidas. É aquilo que o Senhor chama Pedra Preciosa de esquina, e diz que ela é bem firme e bem fundada.
Por causa da firmeza dessa Rocha é que não podemos, em hipótese nenhuma, andar apressados, no sentido de ansiosos, nem tentar fugir de qualquer situação da qual não temos controle, pois nosso fundamento está bem firme.
Se o nosso Alicerce está firme, então aquilo que o Pai colocou sobre esse fundamento, nós, Sua Igreja, não seremos abalados.
A nossa confiança Nele não será confundida, nem seremos decepcionados se esperamos unicamente em Suas promessas.

Como disse o salmista, o Senhor é o meu Pastor e não sinto falta de nada. Ou seja, ele me supre completamente.

O Texto Sagrado diz que a nossa vida é vivida em cima da fé de Jesus, que nos foi outorgada pelo Espírito Santo.
Ele é quem nos faz repousar em pastos verdejantes, ainda que estejamos no deserto. Ele é quem refrigera nossa alma, ainda que estejamos no mais escaldante deserto.
Não são as circunstâncias externas que nos trarão paz. É a presença do Pastor dentro de nós que faz a nossa alma descansar.
Temos um lugar de repouso em Cristo, aliás, Ele é o nosso sábado.
Por causa desses pensamentos é que podemos entender que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória.
Somos bem aventurados por ter o Deus que temos, por sermos pastoreados pelo Sumo Pastor, por andar nas Promessas imutáveis de um Deus que não mente.
Não nos apressemos, nem fujamos em busca do pão no Egito. Ele supre as nossas necessidades, as mais simples e as mais importantes, enquanto dormimos!

Que o Senhor nos ajude.
Por Jamê Nobre

domingo, 22 de novembro de 2015

As reações de todos nós

    Todo mundo viu. Todo mundo pasmou. E todos nos indignamos. Mas como demonstramos?
    Os fatos ocorreram com proximidade de dias, pessoas morreram. Em Paris foram por balas e aqui foi por lama que desceu da barragem rompida causando o maior desastre ambiental da história no país.
Falo sobre os últimos ataques terroristas em Paris e a tragédia da cidade de Mariana, Minas Gerais.
    Mas não quero abordar os fatos e sim as reações, muitos, em sua maioria jovens, prontamente trocaram suas fotos de perfil nas redes sociais, colocando as cores da França, e foram criticados por outros tantos que reclamaram da desatenção com o que acontecia em Mariana, e o que isso significa?
    Que o homem precisa de uma causa, busca algo com que se envolver e lutar, jovens desejam um objetivo sublime, a vida cotidiana não os satisfazem.
    Um movimento simultâneo foi os que compartilharam o Pray for Paris ou Pray for Mariana ou ainda Pray for World, pessoas de várias religiões o fizeram, em clara demonstração de reconhecimento que precisamos da ajuda de Deus para essa geração.
    "O homem integral é ele e sua missão" Ademir Ifanger.
    Uma missão de vida, é o que sente falta essa geração, e é com isso que os terroristas aliciam soldados, convencendo jovens a alistarem-se nas suas fileiras assassinas. Mais do que religião, eles querem lutar por algo maior e vislumbram isso ao engajarem-se.
    Aliás falando de religião, o Estado Islâmico não almeja proclamar fé, nem cultura religiosa alguma ,o que seus líderes querem é o poder. Nada mais além de poder.
    Nossa cultura moderna, nossa busca por dinheiro, formação, status, a tecnologia que nos engole, a correria da vida não satisfaz. Queremos algo maior, mas nem nos damos conta disso, passa despercebido, sem reflexão, e aí quando surge uma causa, que também não exija muito esforço, nem nos tire da rota, aí todos abraçamos como nossa.
    Como pais cristãos temos educados nossos filhos para a carreira e não para abraçar a missão mais importante que alguém possa receber: pregar a Jesus Cristo e seus ensinos.
    O Ide de Jesus é o que pode satisfazer o anseio do coração do homem por algo maior que ele mesmo.

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;"
Mateus 28:19,20






quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O que sou quando ninguém me vê

Por Jorge Himitian -
Em nosso trabalho ou igreja, pessoas que nos rodeiam sabem como agimos ou procedemos. Em nossa casa, nosso cônjuge e filhos nos conhecem melhor ainda;sabem como é nosso caráter e nosso modo de ser. No entanto, nas profundezas ninguém nos conhece (ou nosso cônjuge, ou o pastor, ou o discipulador), mas Deus sabe. É por isso que a ação ou o conselho daqueles que guiam nossas vidas só pode ir até certo ponto.
Só Deus, através da Sua Palavra, que "é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, pode penetrar até a divisão de alma e espírito, juntas e medulas, e discernir os pensamentos e intenções do coração "." Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas ".
Assim como as pessoas veem o meu rosto, a cor dos meus olhos e minhas expressões, há alguém que com absoluta e total clareza  vê o meu espírito e me conhece totalmente. Ele conhece os pensamentos mais secretos e intenções do meu coração.
Quais são as intenções que surgem neste lugar tão íntimo, das profundezas do ser? Quais são os pensamentos interiores que prevalecem em mim? Deus sabe.
Deixe-me explicar de maneira muito simples. A intenção mais profunda do meu coração pode apontar para mim mesmo e para Deus.
É tão simples e as vezes tão profundo isso.
Deus e eu. São as duas únicas alternativas em meu coração.
Esta é a definição mais séria e profunda que tem de enfrentar um servo de Deus para a sua formação.
O que eu procuro na minha vida? Qual é o meu propósito em tudo o que eu faço? A minha glória ou a glória do Senhor?
O fim último do homem é a glória de Deus. Nós fomos predestinados para o louvor da sua glória (Efésios 1,11-12).
Se focarmos nossa vida corretamente, seguir e orientar bem em nosso foro íntimo (em nossos corações) devemos determinar que o único propósito de nossa vida deve ser para agradar a Deus.
E não que eu preciso convencer os homens, mas a Deus. Há pouco valor a testemunhar ou orar publicamente sobre o assunto. Deus olha para o que está no meu coração e não se impressiona com as minhas palavras.
Na minha mente, há uma bússola que aponta para mim ou para  Deus; a minha realização pessoal ou para a glória de Deus; a minha vontade ou a vontade dele. Ele ou eu? Você não pode apontar para ambas as direções.
Isso é o mais profundo do que Jesus ensinou quando disse: "Negar a si mesmo". Quem não nega em si mesmo não pode ser seu discípulo, nem segui-lo.
A coisa mais importante em nossa vida é que o norte da bússola seja bem orientada em direção a Deus. O resto será fácil.
Isso é exatamente o que Paulo diz em Atos 20.24: "Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida preciosa para mim, contanto que possa terminar com alegria minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus"
Isso é o que deve ser escrito em nossos corações.
Hoje, existem muitos fatores externos que influenciam as ações dos homens. Eles dizem que você é o que você faria se estivesse sozinho, ninguém poderia observa-lo ou controla-lo.
Se você nunca precisasse prestar contas a ninguém, como você viveria?
Caim matou seu irmão Abel na solidão. Naquele tempo não havia polícia ou juízes ou prisão.
Considere a situação de José no Egito. Ele estava sozinho, longe de sua família, sem pai, nem pastor ou congregação para controlá-lo. Ele era um estranho em uma terra estranha. E a mulher de Potifar o tentou: "Dorme comigo ..." Quem é aquele que deu a deu a José, nessas circunstâncias especiais, a força para não cair? A intenção mais profunda de seu coração era Deus e não sua própria vontade! Que  extraordinário exemplo! Esse é o tipo de pessoa que Deus nos chama a ser.

Via Site oficial Jorge Himitian - Leia o original aqui
Jorge Himitian é um dos pastores seniores da Comunidade cristã. Ela exerce um ministério apostólico que dá cobertura espiritual a mais de 170 congregações na Argentina, Brasil, Equador, Espanha, Itália e outros países.Ele escreveu vários livros. Um dos mais reconhecidos é "O Senhorio de Jesus Cristo, Ele também é autor de Que todos sejam um, O projeto Eterno, entre outros.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Junto ao poço de Sicar

  A Samaritana - Por Sarah Catarino-

Quem contou a história não lhe deu um nome. Não sabia, ou achou que não era importante. Ela era apenas uma mulher de Samaria, zona geográfica olhada com desprezo pelos judeus.       Nunca ninguém se lembraria de falar sobre ela. A sua origem era obscura, a sua vida igual à de tantas outras da cidade. A diferença era a dor que carregava, bem fundo, no coração.     Quando a hora do calor apertou, pegou no cântaro, colocou-o à cintura e saiu. O sol castigava tudo onde tocava. Era a hora mais dura do dia e por isso, as ruas estavam desertas.        
     Caminhou devagar até ao poço de Jacó. Ao longe pareceu-lhe ver a figura de um homem junto à fonte. Quando estava mais perto, apercebeu-se que era um judeu, pelas roupas e pelo corte da barba. Nervosamente pousou o cântaro. Apanhou a lata com que tiravam a água do poço, desceu-a devagar, em gestos calculados e quando ficou cheia, puxou-a e começou a encher a bilha. O homem levantou a cabeça e interrompeu-lhe o gesto. “Dá-me de beber!” O coração da mulher disparou. Um homem judeu a pedir-lhe água...Tentou fugir ao pedido, mas Ele insistia e falava agora de algo que ela não entendia. À medida que a voz profunda do homem se fazia ouvir no silêncio do descampado, o coração da samaritana parecia querer saltar-lhe do peito. A sua necessidade de água poderia ser suprida por artes mágicas, o homem dizia-lhe que tinha uma água que não acabava nunca. Era uma oferta cheia de atrativo. Não teria que vir mais ao poço, mas seria verdade? E de repente, do nada, Ele diz:”Vai chamar o teu marido!” A dor escondida, amarrada no mais profundo da sua alma, subiu-lhe na garganta. Em voz quase inaudível respondeu que não tinha marido. Afinal, não conhecia aquele homem, não precisava de esventrar a sua frustração de ter tido um marido atrás de outro. Os rostos daqueles homens passaram em segundos fugazes pela lembrança da sua alma. Cada um deles tinha trazido à sua vida uma dor sem limite, uma sede de amor insatisfeita, uma perda de dignidade, vergonha que escondia agora nos braços de um outro, que afinal não era seu marido. O desconhecido junto à fonte insistia com voz mareada de ternura, de um som que ela nunca ouvira antes, de um cuidado que nunca ninguém lhe prestara: “Disseste bem, ele não é teu marido”. A samaritana puxou o balde outra vez. Ele tinha-se calado, mas ela não conseguia. Este homem deveria ser um profeta, pois conhecia a sua vida! Já agora queria saber que tipo de profeta era ele, para tirar tempo da sua jornada para falar com uma mulher.
     A conversa subiu de tom, à medida que Ele respondia às suas questões sobre religião.  Silêncio, outra vez. Escassos segundos apenas, antes de  ouvi-Lo dizer: “EU SOU o Messias, eu mesmo, que falo contigo!” Encostou o cântaro cheio de água, levantou os olhos para o homem à sua frente  e reparou que outros se aproximavam. Era a deixa para correr dali e ir à cidade contar a quem quisesse ouvir, que um homem lhe tinha dito tudo sobre a sua vida, sem ser abusivo, sem olhá-la com desprezo, sem palavras de condenação. 
    Dentro dela havia como que um rio a correr, sentia-se lavada, purificada. Tal como Ele dissera, a alegria era como uma fonte a jorrar. Esqueceu a água que ficara junto ao poço. Esqueceu os anos de tortura e culpa por ter vivido à margem da lei. Nos seus ouvidos e no seu coração havia umas palavras que não paravam de ecoar como se fossem sinos em dia de festa: “Sou EU mesmo, que falo contigo!” Junto ao poço de Sicar, o Messias olhou para a comida que os discípulos tinham ido comprar e  num tom de voz que eles sabiam não precisar de resposta disse: “Estou saciado. Já comi o que tinha a comer”. Na alma da samaritana  a água viva saltava para a vida eterna. No coração do Messias não havia fome, estava saciado de um pão de obediência ao desígnio do Pai.  O sol escondeu-se naquela tarde pintando o céu de cores de esperança. Em Sícar, junto ao poço de Jacó.

  Sarah Catarino - Via Thing higher

Leia essa história na bíblia em João 4: 4 a 42

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Reinicie o sistema: Perdoe!

    Tempos atrás me deparei com um texto de Ivan Martins em Época que dizia exatamente isso: O perdão nos permite reiniciar o sistema. Perdoar, dizia ele, é como apertar um inesgotável botão de reiniciar.
O perdão é um dos ensinamentos dos mais sublimes que temos na palavra de Deus, que nos permite começar de novo no mesmo relacionamento, liberando cura para nós e para o outro.
    "Não se deve andar pela vida, levando mágoas desnecessárias, quem perdoa descarrega um fardo e anda mais leve porque deixou a dor para trás. Quem perdoa também resgata, recupera pedaços de si que estavam ligados àquele que não poderia ser lembrado. Nesse sentido perdoar permite retomar a posse de seus próprios sentimentos e memórias. As vezes, com sorte, esse perdão abra as portas para a recuperação das pessoas em nossa vida de um novo jeito". Ivan Martins.
    Soube de dois amigos conversando, um deu uma resposta ríspida ao outro, o qual se arrependeu horas depois e veio pedir perdão e foi perdoado com um abraço, mas em outra ocasião a situação foi alvo de brincadeira por parte do ofendido, o outro então perguntou: Mas você não me perdoou? O amigo então respondeu: Porque eu te perdoei posso brincar sem trazer dores a mim e a você!
    Pergunto: Existe uma medida para o perdão?
    Penso no perdão de Jesus concedido a nós na cruz, ele já crucificado, diz ao Pai: "Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem", Lucas 23:33 e 34, e destaco três pontos:
   1- Ele de si mesmo perdoa.
   2- Pede ao Pai que perdoe.
   3- Justifica demonstrando uma compreensão inigualável quando diz que seus algozes não sabem o que estão fazendo.
    É uma medida de perdão insuperável!
    Novamente em Lucas, no capítulo 17:35 quando ele está a ensinar seus apóstolos e multiplica a medida diária de perdão de 7 para 70 vezes 7, a resposta de seus discípulos foi: "Aumenta-nos a fé". Então compreendo que o perdão está acompanhado de fé.
Leia Lindas cicatrizes
    Somente a fé pode nos capacitar a perdoar uma ofensa.Por isso que os discípulos ao se depararem com tão valioso ensinamento, sentiram-se incapazes de vivê-lo e clamaram por mais fé.
    "É tão essencial a fé para perdoar como para receber o perdão". Russel Shedd.
    E a fé não é obra nossa mas é recebida de Jesus, o autor e consumador da fé.
    Pela fé e através da fé, perdoaremos e seremos perdoados, por isso o perdão não é uma questão de justiça, e sim  uma questão de fé.
    Através do perdão você libera da punibilidade a que o outro teria direito ou que sua própria justiça acha que caberia, você dá a ele um indulto e deixa para a justiça de Deus decidir.
    Agora, quer experimentar um nível de perdão mais alto? Faça como Jesus e diga a Deus: Pai perdoa-lhe porque não sabe o que faz. Independente de um pedido.
    O Senhor nos dará essa graça.
"Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;" Colossenses 3:13

domingo, 13 de setembro de 2015

Eu quero terminar bem

Por Bruno Alves - 

    Tenho pensado sobre a brevidade da vida, pois os dias aqui em baixo são bem curtos. As escrituras afirmam que “os dias de nossa vida sobem a setenta anos, ou a oitenta” (Salmos 90:10).  Tenho pensado sobre como estou vivendo esta brevidade que é como uma neblina que aparece por um instante e logo desaparece (Tiago 4:14).

    Tenho pensado sobre como vou envelhecer… Não quero ser um velhinho cheio de culpa, que chega ao final da vida amargo e arrependido por não ter feito mais. Ou pior, se sentindo culpado por não ter cumprido minha vocação e chamamento.

    Eu quero me gastar enquanto há vigor, energia e saúde, porque ao homem foi ordenado viver uma vez só (Hebreus 9:27), portanto, não terei outra chance. Eu quero me gastar agora, porque agora é hora de me gastar, visto que não sei nada sobre o dia de amanhã (Mateus 6:27).

    Eu quero ter foco. Quero focar no Foco, que é Eterno.

  Tenho pensado em chegar bem, no final. Chegar bem é ter vivido de forma obediente, seguindo as ordenanças Daquele que tudo conhece, inclusive o futuro. Chegar bem é respirar aliviado entendendo que não vivi como “mandou o meu próprio nariz”, mas como ordenou o meu Mestre. Chegar bem é compreender que investi mais tempo em pessoas, do que em coisas. Paulo foi um cara que chegou bem (2 Timóteo 4:7).

   Não quero dar “picado”, nem migalha. Pela Causa, não me economizo para satisfazer Aquele que eu amo, porque nem Deus economizou – Antes, deu tudo o que tinha (João 3:16).

   Agora é a hora de me doar por inteiro sem me distrair com as vozes que dizem “isso é desperdício”, “você é tão jovem”… São essas mesmas vozes que há quatro anos atrás me diziam para não me lançar. Elas não entendem. E talvez nunca entenderão, porque estão vivendo para si. Só. No meu plano de vida, quero viver para os outros e, enquanto vivo, inclino para Ouvir (prestar atenção) a Voz que sempre fala e me conduz para o que é Bom, Legítimo, Eterno e Verdadeiro.


    Não quero perder tempo. Antes, desejo aproveitar ao máximo cada um deles (Eclesiastes 3:1-8). Por que cada tempo desse, me ensina, me molda, me amadurece e me assemelha ao Cristo com Quem tanto desejo parecer.

    Não quero ser como Sansão, que se distraiu e se perdeu no caminho.

    Não quero um fogo de moda, que vem e passa. Eu quero viver queimando e permanecer até o fim. Permanecer até o dia em que finalmente encontrarei com Aquele que tanto quero ver, junto com todos aqueles que amam a sua vinda (2 Timóteo 4:8). O dia bendito que deixarei de vê-Lo como em espelho (I Coríntios 13:12) para vê-lo face a face.

  Estou vivendo o agora de olho no Meu Futuro (que é uma Pessoa). Viver assim me traz alegria e esperança do final. Final que para mim será começo.

    Eu quero terminar bem. E você?

Bruno Alves- Blog Peregrino

sábado, 5 de setembro de 2015

Refugiados - Ouse ser a resposta

Relato de uma jovem missionária que trabalha entre refugiados aqui no Brasil:
Por nome preservado -
    Essa foi uma semana chocante para o mundo quanto a situação dos refugiados Sírios. Eu vi de longe a foto do garotinho afogado na praia, não conseguia abrir em tamanho grande, pois estou tão próxima desse povo que parecia um membro da minha família jogado, abandonado e esquecido naquela praia.
    Ontem estávamos prontos pra ir ao passeio semanal, eu já estava dentro da kombi esperando meus passageiros quando um dos rapazes desceu correndo a escada falando em um português ainda bem quebrado: "Bomba minha cidade, primo morto!". A Mariana e eu (outra staff da equipe de Refugiados) não sabíamos como reagir, ainda não sabemos tanto sobre a cultura e se em um momento como esse se deve abraçar, chorar ou dizer meus pêsames. Logo, um outro rapaz se juntou a roda e ao saber do ataque na cidade se desesperou pela vida do seu irmão que há vários dias não tinha notícias. Foi então que cancelamos o passeio até que conseguissem falar com seus familiares. Usamos meu computador e o Skype pra chamar nos telefones de lá.
    Nos reunimos ao redor do computador, fechamos a porta do escritório e torcemos pra que alguém atendesse a ligação. Eu sem entender nada de árabe, reconheci apenas o nome que a mãe gritou do outro lado:"José*!!! José*!!!". E depois eu chorei...
    As vezes parece que estamos perdendo tempo tentando fazer com que eles se adaptem tanto a nós, enquanto na verdade devemos pregar uma mensagem de esperança. E acredito que os acolhendo como a MAIS tem feito desde o primeiro dos mais de 100 refugiados que passaram por aqui, é com certeza uma mão estendida, sementes de esperança e salvação plantadas em suas vidas. E é bom fazer parte disso..
    “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar.” Mateus 25:31-35
    E que Deus continue a abrir nossos olhos para essa realidade agora não tão distante de nós.


    Conheça a Mais, Organização Missionária que trabalha com refugiados, aqui.
    * O nome do refugiado foi trocado para segurança dele.
    Talvez queira Ler :Missionário Perdoa seus atacantes
   -Publicado sob autorização

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